sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A Máquina de Escrever - Cáp 1.

Ele não podia dizer que era feliz. Não, na realidade o seu último livro havia sido tão humilhado que até sua amada mulher, Beatrice, o largara.
Queria ter sido um escritor famoso, com várias mulheres ao redor, bastante dinheiro e a guarda do filho de seis anos novamente.
Mas nada disso aconteceu. Ele estava falido. A única coisa que tinha agora era uma minúscula casa, com apenas quarto e banheiro. De móveis, só uma cama lhe restara. Sua máquina de escrever antiga a mulher levou no divórcio. Até o prazer de escrever lhe foi roubado.
Arthur Romannel estava andando pelas ruas francesas, o nevoeiro da madrugada deixando-o com um certo frio. Precisava comprar uma nova máquina de escrever, porém, com o fracasso do último livro, até o aluguel de seu casebre estava impossível.
Acabara de pensar nisso quando virou em uma rua escura, o nevoeiro mais forte. Não se ouvia nenhum barulho, apenas seus passos abafados. E ele a viu.
Era antiga, porém conservada. Arthur precisou olhar duas vezes pra acreditar que uma máquina de escrever em ótimo estado estava em uma lata de lixo. Seu orgulho impediu-o de busca-la rapidamente, porém a necessidade fora maior.
Era pesada e fria, mas ele chegou em casa em poucos minutos e, inspirado, começou a escrever na nova amiga.


N.A.: Desculpem-me a péssima configuração, esse blog não foi com a minha cara. Espero que gostem da história. :D

3 comentários:

  1. Máquina de escrever?
    Beatrice?
    Você vai acabar sendo processada por Daniel Handler (a.k.a Lemony Snicket).

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  2. E o resto da história?
    Cadê o resto da história?
    Quando você vai postar o resto da história?
    Quero saber o resto da história

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  3. Estou escrevendo, não esqueci não, Zeck. :D
    E JP, vai se foder pq nem sei do que vc tá falando xD

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